
TOXICIDADE
A desomorfina foi sintetizada para tentar arranjar um substituto para a morfina, não só pela preocupação pelos efeitos de tolerância e adição, mas também pela sua ação narcótica e de depressão respiratória. No entanto quando a desomorfina foi testada mostrou um aumento do potencial de dependência quando comparada com a morfina. [3]
Os seus efeitos tóxicos mais comuns são[1]:

Miose

Rubor

Parestesia

Obstipação


Retenção
Urinária
Náuseas e
Vómitos
A intoxicação por desomorfina pode provocar reações alérgicas, convulsões e depressão respiratória levando à morte.[1]
A administração repetida desta droga pode causar complicações, que incluem dependência física e psicológica, tolerância e síndrome de abstinência. [1]
O primeiro efeito de dependência geralmente aparece 5-10 dias após a injeção intravenosa ou intramuscular e a morte ocorre no máximo após 2-3 anos, embora uma única dose possa ser letal em casos de idiossincrasia. [1,3]
Relacionada com o efeito agonista mu-opióide da desomorfina.[1]
Dependência Fisica
e Psicológica
Tolerância
Devido à capacidade dos opióides para induzir a internalização do receptor mu-opióide.[1]
Síndrome de
Abstinência
Estudos demonstraram que a retirada abrupta da desomorfina resultou num síndrome de abstinência típico.[1]
Mecanismo
de ação
Os principais grupos de risco são jovens, entre 18 e 25 anos, utilizadores prévios de heroína. Estes, por viverem em condições económicas mais empobrecidas, são consumidores de drogas injetáveis na Rússia e países próximos.
Referências:
[1] Florez, D. H., et al. (2017). "Desomorphine (Krokodil): An overview of its chemistry, pharmacology, metabolism, toxicology and analysis." Drug Alcohol Depend 173: 59-68.
[2] Katselou, M., et al. (2014). "A "krokodil" emerges from the murky waters of addiction. Abuse trends of an old drug." Life Sci 102(2): 81-87.
[3] Skowronek, R., et al. (2012). ""Crocodile"--new dangerous designer drug of abuse from the East." Clin Toxicol (Phila) 50(4): 269.